O intestino é conhecido como o segundo cérebro
publicado em 13-12-2005
Atualmente várias áreas da medicina estudam o intestino, considerado ser o segundo cérebro do nosso organismo. O sistema nervoso entérico é conectado ao cérebro superior pela medula espinhal e pelo nervo vago. O fato de que a maioria das fibras do nervo vago estão orientadas em direção ao cérebro e de que o fluxo de mensagens do abdome para a cabeça supera em muito ao fluxo de mensagens que vai do cérebro ao trato digestivo mostra a independencia desse sistema nervoso entérico. O nervo vago tem fibras nervosas que envolvem importantes funções como o batimento cardÃaco, o peristaltismo intestinal, a fala e etc. Reconhece-se hoje em dia se mais de vinte diferentes classes de transmissores no cérebro e no sistema nervoso entérico por exemplo, a serotonina tem efeitos no cérebro e no intestino. Uma pessoa que usa um tipo de medicamento antidepressivo que inibe a recaptação da serotonina pode em doses baixas sentir um aumento do funcionamento do intestino, mas se a dose for alta os receptores se tornam mais insensÃveis e o movimento do intestino tende a parar e por consequencia a pessoa sente uma desconfortável prisão de ventre. Esses efeitos não são considerados efeitos colaterais, mas sim efeitos em ambos os sistemas. A grande quantidade de neurotransmissores nos intestinos evidencia a riqueza e a complexidade do sistema nervoso abdominal, igual ao cérebro. Neurologistas descobriam que o sistema nervoso entérico também possui as placas das substâncias amilóides que os doentes de Alzheimer possuem no cérebro apontando futuros caminhos de pesquisa para diagnosticar a doença de alzheimer através do intestino, com a pessoa ainda em vida.