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| O COGUMELO DO SOL E A IMUNIDADE |
O diretor do departamento de pesquisa Cirúrgica, o professor de imunologia do Instituto de pesquisa Beckman da Universidade da California do Sul, Dr. Chen Shiuan, autoridade mundial em sinalização endócrina e bioquímica do cancer de mama e próstata, realiza pesquisas internacionalmente reconhecidas sobre inibidores da enzima aromatase que transforma na gordura corporal a testosterona em estrógeno. Atualmente tem se dedicado ao estudo da interação dos fitoestrógeneos e essa enzima aromatase. Estudos realizados durante os anos de 2002 a 2004 e publicados 1 chegaram a conclusão, através de pesquisas em animais, que extratos do cogumelo Agaricus Blazei (cogumelo do sol) possuem compostos capazes de diminuir o crescimento de tumores por suprimirem a ação da enzima aromatase, reponsável pela síntese de estrógeno. Em relação à atividade da enzima 5 alfa redutase na prostata, concluíram que o extrato do cogumelo pode também diminuir o tamanho do tumor dependendo da dose ingerida. Pesquisadores da Escola Japonesa de Medicina Ehime 2 já tinham também realizado estudos em ratos que demonstraram a capacidade do componente ergosterol (um precursor da vitamina D que não tem por si só alguma atividade anti-cancer) em retardar o crescimento de células cancerosas, presente na fração lipídica do “cogumelo do sol”, por inibir o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos (angiogenese) em tumores sólidos 3. Pesquisadores do Instituto Japonês de Pesquiza Sumitomo Forestry
Tsukuba chegaram à um semelhante resultado com um extrato aquoso
do cogumelo, ingerido via oral, que provocou regressão no tamanho
do tumor 4, contrariando os resultados encontrados aqui no Brasil,
onde não se encontrou efeito protetor quanto ao desenvolvimento
do cancer de fígado5. Isso reafirma
a nova tendência de considerar o tecido adiposo como um órgão
capaz de produzir diversas moléculas biológicamente ativas
como as que são produtoras de inflamação e as que
são capazes de resistir a insulina ( pré-diabetes). |
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Proceedings American Association for Cancer Research, 2005. Se quiser ler mais sobre o assunto acesse |